Até o momento, a tempestade causou pelo menos sete mortes: três na Jamaica durante os preparativos para chegada, três no Haiti e uma na República Dominicana
O furacão Melissa atingiu Cuba com a categoria 3 às 4h10 da manhã (horário de Brasília) desta quarta-feira (29), após passar pela Jamaica com ventos de quase 300 km/h.
Espera-se que o sistema siga diretamente sobre o sudeste de Cuba nas próximas horas, levando ventos fortes, chuvas torrenciais e uma maré de tempestade com risco de vida, podendo chegar a 3,6 metros acima do nível normal do mar.
Até o momento, o Melissa é responsável por pelo menos sete mortes: três na Jamaica durante os preparativos para a tempestade, três no Haiti e uma na República Dominicana.
A passagem pela Jamaica fez com que cerca de 15 mil pessoas tenham buscado abrigos de emergência em todo o país, incluindo em uma delegacia de polícia na cidade de Black River, no sudoeste, em meio a relatos de extensos danos na paróquia de St. Elizabeth.
O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, declarou o país como “área de desastre” — uma medida que visa, em parte, impedir a especulação de preços, já que alimentos, água e outros bens estão em falta.
Mais de meio milhão de pessoas na Jamaica estavam sem energia na terça-feira (28), com o impacto mais significativo no oeste da Jamaica, representando mais de 77% dos clientes da Jamaica Public Service em todo o país.
A conectividade com a internet no país caiu para apenas 30% dos níveis normais no final da terça-feira, segundo a NetBlocks, organização de monitoramento da internet.Detritos estão espalhados em um hotel após a passagem do furacão Melissa por Montego Bay, Jamaica, em 29 de outubro de 2025 • REUTERS/Sandra Stojanovic
Os ventos máximos do Melissa atingiram 298 km/h na terça-feira (28), empatando em velocidade do vento com outros quatro furacões como a segunda tempestade mais forte desde 1851. Apenas Allen, em 1980, teve ventos mais fortes, com 306 km/h.
Apenas dois outros furacões na história tiveram ventos tão fortes quanto os do Melissa ao atingir terra.
Isso o coloca em empate com o furacão Dorian de 2019 nas Bahamas e o furacão de 1935 nos Florida Keys como os furacões mais fortes a atingir terra no Atlântico em termos de velocidade do vento.

O furacão foi o terceiro fenômeno de categoria 5 na temporada de 2025. Os outros dois foram o Erin, em agosto, e o Humberto, em setembro.

