Esquizofrenia: Entenda transtorno mental que acomete influenciador baiano Gabriel Randal

Salvador Saúde Ùltimas Notícias

Mais um capítulo foi escrito na história do influenciador Gabriel Randal na última semana. Dessa vez, um capítulo que põe fim à parceria comercial entre ele e o blogueiro Dum Ice, sua dupla há anos na produção de conteúdo para redes sociais. Em um vídeo na companhia dos pais de Randal, Dum informou que não se responsabilizaria mais pelos acordos comerciais do amigo após sofrer uma série de acusações. 

Durante o pronunciamento oficial do influenciador, o pai de Randal explicou melhor aos seguidores sobre a condição mental de seu filho. Gabriel foi diagnosticado com esquizofrenia e chegou a passar um breve período no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. 

egundo o Doutor Lucas Alves Pereira, psiquiatra e professor na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e na ZARNS, os indivíduos que sofrem do transtorno devem ter uma suscetibilidade genética e pode começar com um fator estressante, muitas vezes químico. 

“A esquizofrenia é uma doença que até hoje não temos marcadores biológicos, um exame de sangue e nem algo que a detecte. Então, para o diagnóstico é importante a observação do comportamento e de alguns sintomas. Os sintomas centrais são os delírios e as alucinações”, explicou o doutor. 

Ao Bahia Notícias, o especialista esclareceu que a alucinação é uma situação em que um indivíduo percebe estímulos externos que não existem, como vozes ou imagens, e essa percepção causa alterações em seu comportamento. A doença neuroprogressiva é comum em jovens entre 15 e 25 anos e o diagnóstico é dado após os sintomas persistirem por cerca de seis meses. 


O tratamento da esquizofrenia é por antipsicóticos, um grupo de remédios utilizados para outros tratamentos além do transtorno, que possuem mecanismos de ação através de modulação de alguns neurotransmissores cerebrais. A principal ação desse grupo é o bloqueio de receptores tipo 2, ou D2, de dopamina, no cérebro. 

“Os antipsicótico são medicamentos que controlam sintomas e diminuem a mortalidade de maneira geral, mas o tratamento é multifatorial, precisa de equipe multiprofissional, psicólogos, terapeutas ocupacionais. Uma equipe multifatorial”, acrescentou o psiquiatra.

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